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2018: Um ano forte pra lutar!

Texto por Daeyrat


Bom, estamos em 2018, e o ano começou bem para alguns fãs de jogos de luta. Na verdade, começou bem quente. Na metade de janeiro veio uma tão esperada atualização de Street Fighter V pelos fãs. A Capcom, indo contra a percepção de muitos que a julgavam uma empresa preguiçosa e desleixada, resolveu lançar um update massivo com bastante conteúdo e polimento.

Street Fighter V, devo dizer, agora parece um jogo completo. Oferece Arcade Mode, duas formas de Story Mode, Tutorial com Trials e Demonstrações, Survival, Extra Battle, Galerias e até uma seleção de músicas do jogo pra você ouvir se estiver atoa. Depois de quase dois anos, finalmente o jogo está aqui, em plena forma. Claro, não se deve confundir completo com perfeito. Problemas técnicos ainda existem. O netcode tem alguns problemas e o input lag, conhecidamente devido à engine, é de 6f em média ainda.

O update não trouxe só conteúdo, mas também uma mudança no metagame. Descontente com os loops de throw, a empresa optou por alterar o funcionamento de alguns agarrões dos personagens para remover essas manobras. Claro, alguns ainda existem, provavelmente por descuido e não por intenção, mas, de forma geral, o novo update deve reduzir isso. Ainda, tivemos alguns nerfs em Crush Counters e melhorias nos antiaereos. No geral, o neutro, caracterizado pelos footsies da série, deve se fortalecer levemente. Claro, não esperem que SFV se torne um Super Turbo da vida. O jogo nem mesmo foi feito com a ideia de ser um. Ele ainda segue seu design original, e está levemente melhor nesse aspecto.

Outra crítica que havia ao jogo era a falta de ferramentas que os personagens tinham, e isso também foi levemente minimizado com a adição dos segundos V-Triggers. Claro que alguns acabam indo contra o que falei da existência de mais jogo neutro, já que há os que geram ainda mais setups de 50/50s (outra critica ao metagame), mas, olhando para o todo, creio que trouxe muito mais benefícios do que problemas.

No geral, todas essas mudanças vão contribuir muito com um aspecto muito importante do design do jogo: o televisionamento. Duvido que alguém ache o contrário, mas acredito Street Fighter V foi feito para não apenas ser jogado, mas também ser assistido. Mesmo quando eu não gostava de jogar, assistir um campeonato de alto nível era muito bom. Parecia muito mais com o Street Fighter que eu curtia devido à forma de jogar dos profissionais. Nesse aspecto, já foi possível constatar uma grande evolução do primeiro pro segundo ano. EVO e Capcom Cup tiveram seus top 16s e top8s muito mais diversos e interessantes. Acredito que nesse terceiro ano poderemos ter mais um salto de qualidade, com partidas verdadeiramente interessantes e épicas.

Quanto ao FM, devo dizer que nesse aspecto eu acho que não houve melhoria nem nunca haverá. A empresa construiu SFV para seguir um modelo de jogo free2play (só que pago). Ela não vai te dar FM suficiente pra você comprar seus personagens e fases. Aceitemos isso e vida que segue.

Street Fighter sempre foi o carro chefe da FGC, mesmo quando não está em alta, e é sempre bom que o jogo esteja bem cotado e rendendo. Dito isso, mais um jogo surgiu recentemente e está cotado para ser um dos maiores. Dragon Ball Fighterz foi lançado no ocidente no dia 26 de janeiro e no oriente no dia 1º de fevereiro. Muito esperado, o jogo chegou bem polido, com um roster diverso e carismático e com um gameplay que agrada aos jogadores de Marvel vs Capcom e “Anime Fighters”. Claro, alguns outros jogadores de Smash Bros, Tekken e Street Fighter também estão conferindo o jogo. Ele é, afinal, um jogo de Dragon Ball, uma das maiores franquias de mangá e anime do mundo. Não bastando, a popularidade de um jogo atrai outros jogadores profissionais, que gostam e até precisam jogar o que está em alta e dando dinheiro.

Não vou negar que os primeiros dias do lançamento tiveram seus problemas. Bugs com os lobbies e Ring Matches incomodaram alguns, mas o jogo veio sim bem polido. Leve, simples, bonito, rápido, o jogo ainda tem um fanservice para agradar aos que acompanhavam a série. A simplicidade da execução se alia à complexidade das estratégias para criar um jogo muito bem elaborado e interessante. É fácil de aprender, e qualquer pessoa que dedique uns minutinhos ou até uma hora será capaz de realizar as manobras independentes, mas o jogo não pega nada leve com o tanto de ferramentas que disponibiliza ao jogador para pensar em suas jogadas. Assim, acredito ser possível dizer que teremos partidas de alto nível bem distintas das de mais baixos, com uma imensa diversidade de estratégias e soluções.

O netcode do jogo é baseado no de Guilty Gear. Utiliza a compensação de lag por delay, mas normalmente é baixo se os jogadores estiverem próximos e o jogo ainda mostra a todo instante o valor exato do lag em frames. Assim, se você errou uma jogada por lag, você pode se basear no número mostrado no topo da tela para tentar adaptar seu timing. Além disso, ainda dá pra acabar com aquela clássica situação de quando uma pessoa reclama de lag e a outra diz que não sentiu. Bom, agora tem um número dizendo ali, né?

Quanto ao Story Mode do jogo, alerto aos que ainda não jogaram… ele é um tutorial com cenas engraçadas. A história não é complexa nem nada. É divertidinha, mas tanto quanto Dragon Ball Z conseguia ser sem as lutas. Há algumas interações divertidas entre os personagens que devem agradar aos fãs e as lutas são, bom, treino. O CPU só começa a reagir no final do segundo arco (Vilões). Até lá, ele vai, na maior parte das vezes ficar parado. Se você quer só ver as cenas, vai se entendiar. Aconselho aproveitar a situação para tentar treinar seus combos e se habituar à mecânica do jogo.

Aos que tem medo de jogar jogos tão “caóticos”, não temam. Com o tempo, tudo passa a fazer sentido. Assistam vídeos, joguem (de preferência com gente do próprio nível), insistam. O cérebro se habitua, e faz isso muito mais rápido do que parece.

Tenho confiança de que esse jogo é de fato tudo aquilo que esperavam, e ainda provavelmente se tornará ainda melhor. Dataminings indicam que DBF receberá mais modos e ainda temos o 8 personagens que virão como DLC. Pessoalmente, espero que Broly seja um deles.


Ainda assim, se nenhum desses jogos é a sua cara, bom, 2018 ainda pode ser seu ano. Soul Calibur VI sai também esse ano e, segundo alguns jogadores da franquia, remete muito aos 2 primeiros, os favoritos da fanbase.

Enquanto isso, muitos outros jogos ainda gozam de grande popularidade. Tekken 7 continua fresco e teve de 1000 participantes na recém realizada primeira EVO japonesa, assim como Guilty Gear XrD REV2, que inclusive terá um patch de balanceamento muito em breve. Smash Bros segue firme e continua com seus eventos próprios sempre cheios e King of Fighters XIV mantém-se vivo com o anúncio de novos personagens DLCs.

Como jogador de Smash Bros, também gostaria que Smash também fosse atualizado. A Tier List precisa ser balançada um pouco, mas acredito, e na verdade até prefiro, que a próxima versão do jogo será um Smash Bros 5, e não um port. Normalmente jogos dessa franquia são anunciados em E3s, então aos que curtem, torcer para que seja revelado na desse ano.

Considerando o assunto, vale a pena lembrar que dia 6 de fevereiro agora será o anúncio dos jogos da EVO deste ano. Fiquem atentos e torçam por seus jogos favoritos!


2018 já começou bem para os jogadores de jogos de luta, e ainda deverá melhorar. Mas, é sempre bom reforçar… apesar da situação favorável, se curtem as cenas e competições, não se acomodem. Mesmo todo o hype do mundo não é capaz de fazer um jogo deslanchar sozinho. Marquem de jogar, joguem, discutam. Aproveitem!

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